Operação mira grupo do “falso familiar” após idoso de Arroio do Sal perder dinheiro em golpe
Ação em Goiânia cumpriu mandados e prendeu suspeitos investigados por se passar por parentes para pedir Pix com “urgência”
A Polícia Civil do RS cumpriu 6 mandados de busca e 3 prisões preventivas em Goiânia (GO). Também foram apreendidos R$ 15 mil e houve bloqueio de contas para ressarcimento das vítimas.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), a Operação Fake Family para desarticular um grupo suspeito de aplicar o golpe do “falso familiar” — quando criminosos se apresentam como parentes da vítima e pedem transferências via Pix usando pressão emocional e senso de urgência.
A ofensiva ocorreu em Goiânia (GO) e teve como ponto de partida a denúncia de um idoso de 71 anos, morador de Arroio do Sal, no Litoral Norte. Segundo a investigação, ele teve um prejuízo de R$ 2.997,00 após acreditar que conversava com o filho em um aplicativo de mensagens.
De acordo com a Polícia Civil, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e três prisões preventivas — de um total de quatro ordens expedidas pela Justiça gaúcha. Os presos são três homens, de 20, 21 e 37 anos, e uma mulher, de 29 anos, apontados como integrantes do esquema.
Durante o cumprimento das medidas, os agentes apreenderam R$ 15 mil em espécie e realizaram o bloqueio de contas bancárias ligadas aos suspeitos. O objetivo, conforme informado, é facilitar a reparação dos prejuízos causados às vítimas.
O que a polícia apura
- A vítima, de 71 anos, mora em Arroio do Sal e registrou prejuízo de R$ 2.997,00.
- O golpe ocorreu em 2023 e envolveu pedido de Pix com urgência.
- A operação em Goiânia cumpriu buscas e prisões preventivas.
- Foram apreendidos R$ 15 mil e houve bloqueio de contas.
- Investigação aponta que valores eram movimentados entre várias contas para dificultar rastreio.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DPRCC) e pela Delegacia de Arroio do Sal, com apoio do DEIC da Polícia Civil de Goiás. Segundo os investigadores, os suspeitos atuavam de forma organizada: após a transferência, o dinheiro era rapidamente redistribuído entre contas de terceiros para tentar dificultar a identificação dos beneficiários.
O golpe do “falso familiar”, também conhecido como “golpe do novo número”, é uma das fraudes mais comuns em aplicativos de mensagens. Normalmente, a abordagem começa com uma mensagem curta dizendo que o parente “trocou de número” e, em seguida, vem o pedido de ajuda financeira com pressa para impedir que a vítima confirme a informação por ligação.
Serviço ao leitor
Se receber mensagem de “número novo”, pare e confirme por ligação ou chamada de vídeo. Em caso de golpe, reúna prints e procure a delegacia para registrar ocorrência — isso ajuda a investigação e aumenta a chance de bloqueios.








