Liberada a pesca do camarão-rosa no estuário do Rio Tramandaí para a safra 2026
Relatórios técnicos apontam abundância e tamanho adequados da espécie, garantindo atividade sustentável
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) autorizaram oficialmente a abertura da pesca do camarão-rosa no estuário do Rio Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A decisão libera a atividade para a safra 2026 e representa um importante alívio econômico para pescadores artesanais da região.
A liberação ocorreu após a conclusão de estudos técnicos que comprovaram a presença do camarão-rosa em quantidade suficiente e com tamanho adequado para a captura, respeitando o ciclo biológico da espécie e os critérios de sustentabilidade ambiental.
O que embasou a decisão
- Biometria realizada no estuário com apoio de pescadores artesanais
- Registro de camarões em quantidade compatível com a safra
- Tamanho médio dentro dos padrões permitidos
- Parecer técnico favorável dos órgãos federais
Para viabilizar a autorização, a Secretaria Municipal de Pesca (SEMP) foi responsável pela execução da biometria do camarão-rosa em conjunto com pescadores locais. As análises ocorreram em diversos pontos do estuário, utilizando apenas técnicas permitidas, como tarrafas e aviãozinho.
Segundo o secretário municipal de Pesca, Giovani Pereira, a liberação da safra marca um momento de recuperação para o setor, que enfrentou dificuldades recentes. Ele relembra que a safra anterior foi praticamente inexistente em função das chuvas intensas registradas em 2024, que comprometeram o desenvolvimento do camarão-rosa ao longo de 2025.
“Este ano temos bons indícios de uma safra forte e próspera. Isso reafirma o compromisso do poder público de Imbé com a pesca e com os nossos pescadores e pescadoras”, afirmou o secretário.
A pesca do camarão-rosa é considerada a principal atividade da pesca artesanal durante o veraneio, período em que a população do Litoral Norte aumenta significativamente. Além de gerar renda direta aos pescadores, a atividade movimenta toda a cadeia econômica local, incluindo comércio, restaurantes e turismo.
Do ponto de vista ambiental, o camarão-rosa permanece em águas abrigadas do estuário durante parte do seu ciclo reprodutivo, migrando posteriormente para o mar. Por isso, o monitoramento técnico é considerado essencial para garantir que a exploração ocorra de forma equilibrada, sem comprometer as futuras safras.
Serviço ao leitor
A fiscalização seguirá ativa para garantir o cumprimento das regras e a preservação da espécie.








