Encalhe raro de baleia-bicuda chama atenção de pesquisadores em Capão da Canoa
Ceclimar/UFRGS e equipe do PMP-BP identificaram a espécie e coletaram material para análise após relato do encalhe em Capão Novo
Trata-se de uma fêmea do gênero Mesoplodon, com 4,72 metros, espécie de águas profundas que raramente é vista perto da costa.
Um raro encalhe de baleia-bicuda foi registrado na praia de Capão Novo, em Capão da Canoa, no Litoral Norte. A espécie vive em águas profundas e dificilmente aparece próxima da costa. Pesquisadores do Ceclimar/UFRGS e profissionais do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP) identificaram o animal e coletaram material biológico para análise.
O animal encalhou já sem vida na última semana e chegou a ser enterrado por servidores da prefeitura. Após o relato do encalhe, recebido no sábado (17), os pesquisadores solicitaram que a carcaça fosse desenterrada para permitir a avaliação e a investigação de uma possível causa da morte.
O que os pesquisadores identificaram
- Fêmea do gênero Mesoplodon, da família Ziphiidae (baleias-bicudas).
- Comprimento aproximado de 4,72 metros.
- Espécie de grandes profundidades e com encalhes considerados raros.
- Material coletado para análises e estudos científicos.
Segundo o biólogo Maurício Tavares, do Ceclimar e da coordenação do PMP-BP, encalhes desse tipo são pouco frequentes, o que torna o episódio uma oportunidade importante para pesquisa por conta das diferenças das baleias-bicudas em relação a outros cetáceos.
A análise da carcaça foi concluída nesta segunda-feira (19). Conforme o pesquisador, o PMP-BP busca identificar possíveis impactos das sondagens de petróleo e gás no oceano, como exigência do Ibama. A atividade envolve emissão de som, que pode afetar algumas espécies marinhas — especialmente aquelas que vivem em áreas profundas.
Como funciona o monitoramento
Quem encontrar animal marinho vivo ou morto deve informar via WhatsApp (51) 3308-1263, enviando foto e localização.








