Lar de idosos é interditado em Arroio do Sal por condições precárias

Arroio do Sal

Lar de idosos é interditado em Arroio do Sal por condições precárias

Liminar obtida pelo Ministério Público determinou interdição total da ILPI e prazo de 72 horas para transferência dos residentes.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) obteve uma liminar judicial que determinou a interdição total de uma instituição de longa permanência para idosos (ILPI) localizada em Arroio do Sal, no Litoral Norte do Estado. A decisão foi concedida após ação civil pública ajuizada pela Promotoria de Justiça de Torres, com base em vistorias que apontaram irregularidades graves no funcionamento do local.

Prazo definido pela Justiça

A liminar determinou a suspensão imediata das atividades e deu 72 horas para que os residentes sejam transferidos para suas famílias ou para instituições regularizadas. Os custos devem ser arcados pelos proprietários do estabelecimento.

Segundo o promotor de Justiça Valmor Júnior Cella Piazza, as inspeções constataram situações de negligência que colocavam em risco a segurança, a saúde e a dignidade dos acolhidos. Entre os casos apontados, foi identificada uma pessoa com deficiência, com menos de 60 anos, com ferimento cirúrgico exposto e sinais de desidratação, sem o devido acompanhamento.

Risco estrutural e higiene precária

As vistorias também indicaram risco estrutural, com fiação elétrica exposta, ausência de sinalização de emergência e falhas que poderiam comprometer a segurança dos residentes. As condições sanitárias foram descritas como precárias, com odor forte de urina e banheiros em mau estado de conservação.

Principais irregularidades apontadas

  • suspeitas de negligência e falta de assistência adequada
  • risco estrutural (fiação exposta e ausência de sinalização)
  • higiene precária e banheiros deteriorados
  • alimentação inadequada e falta de planejamento de estoque
  • acolhimento de pessoas com transtornos mentais sem estrutura de residência terapêutica

Acolhimento irregular

O Ministério Público também apontou acolhimento irregular de pessoas com transtornos mentais em um espaço sem estrutura adequada para funcionar como residência terapêutica, o que agravaria a situação.

Promotor Valmor Piazza: “O MPRS segue atuando para assegurar que o cuidado com pessoas idosas e vulneráveis seja pautado pelo respeito, pela legalidade e pela proteção integral”.
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