Polícia Civil de Xangri-Lá tem atuação estratégica em operação nacional contra o crime organizado
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com participação direta da Draco de Xangri-Lá, teve papel estratégico na Operação Renorcrim, ofensiva nacional que causou um prejuízo estimado em R$ 355 milhões às organizações criminosas.
A operação ocorreu entre novembro e dezembro, com ações simultâneas em todos os estados e no Distrito Federal, sob coordenação da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O foco foi desarticular financeiramente grupos criminosos, interrompendo o fluxo de recursos ilícitos e reduzindo a capacidade operacional.
Ações no RS miraram célula ligada à maior organização criminosa
No Rio Grande do Sul, a Polícia Civil atuou por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), com duas operações conjuntas: Dívida Ativa II e Crimes ABC. Segundo o diretor do Deic, delegado João Paulo de Abreu, as ações tiveram como alvo integrantes de uma célula ligada à maior organização criminosa em atividade no Estado.
A Draco de Xangri-Lá e outras unidades especializadas reforçaram a ofensiva com ações táticas e investigativas, ampliando o mapeamento das redes criminosas, identificando conexões interestaduais e fortalecendo o compartilhamento de inteligência.
Resultados nacionais da Operação Renorcrim
- 603 prisões
- 202 armas apreendidas (incluindo 8 fuzis)
- 14.139 munições confiscadas
- 5 toneladas de drogas retiradas de circulação
- 387 veículos apreendidos
- 21.041 bens confiscados
- Mais de R$ 79 milhões em bens apreendidos
- Bloqueio judicial de R$ 838 milhões (R$ 196 milhões já efetivamente bloqueados)
Estratégia nacional mira asfixia financeira
De acordo com a Senasp, a Renorcrim integra uma estratégia permanente que prioriza o enfraquecimento econômico das organizações criminosas, reduzindo capacidade de recrutamento, compra de armas, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A atuação coordenada reforça que o crime organizado é interestadual e exige respostas integradas.








