Buscas por pescador desaparecido no Litoral completam 10 dias
Operação mobiliza Marinha, Corpo de Bombeiros e comunidade pesqueira de Rio Grande e São José do Norte em meio a condições marítimas adversas.
As buscas pelo pescador Leandro Costa de Farias, de 44 anos, completam dez dias nesta terça-feira (9) e seguem como uma das operações mais extensas e complexas realizadas recentemente no Litoral Sul do Rio Grande do Sul.
O caso envolve múltiplas equipes, mar agitado e um mistério que mobiliza familiares e toda a comunidade pesqueira de Rio Grande e São José do Norte.
A ação é coordenada pela Marinha do Brasil e pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS), que mantêm esforços contínuos mesmo com a previsão de instabilidade que atinge a região nesta terça (9) e quarta-feira (10).
As buscas se concentram no canal de acesso ao Porto de Rio Grande, na orla da Praia do Cassino e em trechos estratégicos entre os dois municípios.
O que se sabe até agora sobre o desaparecimento
Leandro foi visto pela última vez na noite de 29 de novembro, quando fez seu último contato por telefone com familiares. Cerca de uma hora depois, a embarcação dele foi encontrada à deriva no acesso ao porto, com o motor ligado e as luzes acesas, mas sem qualquer sinal do pescador a bordo.
O ponto onde o barco foi localizado é conhecido por apresentar correntes fortes, grande movimentação de navios e baixa visibilidade em períodos de vento sul — fatores que dificultam a atuação das equipes de resgate.
Áreas monitoradas pelas equipes de resgate
Entre os principais pontos de atuação estão:
- Canal de acesso ao Porto de Rio Grande
- Trecho marítimo entre Rio Grande e São José do Norte
- Orla da Praia do Cassino
- Setores internos do estuário, com navegação mais complexa
- Zonas de difícil acesso monitoradas com embarcações menores e drones
Mesmo com as condições climáticas instáveis, a Marinha e o Corpo de Bombeiros afirmam que não há previsão de suspensão das buscas.
Quem é o pescador desaparecido
Natural de São José do Norte, Leandro Costa de Farias é pescador profissional há muitos anos e conhecia bem a região em que desapareceu.
Na última ligação para a família, ele vestia um moletom listrado azul e branco, calça azul e estava sem colete salva-vidas — informação considerada importante para a identificação visual, mas que também aumenta a preocupação em caso de queda na água.
Comoção cresce na comunidade pesqueira
A situação tem provocado forte comoção entre moradores e colegas de profissão, que também realizam percursos paralelos de observação ao longo da costa. Nas redes sociais, campanhas pedem informações, reforçam a esperança e manifestam apoio à família de Leandro.
Buscas devem continuar sem prazo definido
A Marinha destaca que operações de procura em ambientes costeiros podem se estender por dias ou semanas, dependendo da força das correntezas, da direção dos ventos, da maré e da visibilidade.
A região de Rio Grande é conhecida pela instabilidade marítima e pelo encontro das águas do estuário com o mar aberto, o que torna o trabalho das equipes ainda mais desafiador.
Até o momento, nenhum novo vestígio foi encontrado, e as buscas seguem em andamento.








